CK:
Sobre sua vida pessoal. Diga um pouco sobre você mesmo, sua
família...
PB: Sou casado com a Lia há
30 anos e tenho três filhos: Rodrigo, e os gêmeos Maurício
e Marcelo.
CK: Como é a sensação de
ser reconhecido por seus personagens em quase todo o mundo?
PB: É muito gostoso saber
que muitas pessoas gostam do que eu criei, dque são produto da minha
sensibilidade, do meu coração, do meu amor. Assim, pessoas dcomo
vocês, habitam a minha alma, minha sensibilidade, meu coração,
meu amor.
CK:
E como consegue responder as diversas cartas dos leitores como nós,
que adoram dos Karas?
PB: É duro!
Infelizmente tenho de usar cartas-padrão para a maioria das
respostas.
CK: Quais são seus
escritores prediletos? Teve tempo de conhecer alguns deles depois ddo
sucesso dos seus livros?
PB: Meus escritores
prediletos já morreram há muito tempo: William Shakespeare, dCervantes e Machado de Assis. No meu ramo: Monteiro Lobato, Lewis
Carroll e Hans dChristian Andersen.
CK: Deve ser ótimo
construir um livro... Como foi no início? O medo de não ser dreconhecido pelo seu trabalho, a ansiedade...?
PB: Sem ansiedade.
Escrever sempre foi minha profissão. As derrotas foram ótimas, dporque é com elas que se aprende a melhorar.
CK: Sobre seus
livros e personagens. De onde surgiu a idéia de criar os Karas?
Foi ddifícil e desgastante no começo?
PB: Em certo momento
da juventude o ser humano é gregário e adora formar um grupo dforte
e indissolúvel, como os Karas fizeram.
CK: Depois de bastante
tempo sem mais uma aventura, os Karas acabaram surgindo dnum episódio
inédito em "A Droga de Americana!". Como isso aconteceu?
PB: Os leitores sempre
escrevem pedindo mais aventuras com
os Karas. Desde 95 dvenho trabalhando em "Droga de
Americana!". Escrevi e dreescrevi este livro nem sei quantas
vezes. Ufa! Até que enfim dficou pronto...
CK: Os Karas são
jovens fascinantes, que se intrometem em dcasos perigosos e difíceis,
além de terem seu próprio lugar para dreuniões de emergência, no
forro do vestiário do Colégio Elite... dMas qual a idade dos Karas?
PB: Os nomes e as
idades dos Karas ficam em aberto para que dos leitores decidam. Por
exemplo, o nome do Crânio poderia ser dKoichi e Magrí poderia
chamar-se Anna ou Natalia. Por que não?
CK: De todos os seus
"filhos" quais os que mais o envolveram?
PB: Acho que, além
dos Karas, a personagem que eu mais gosto é Isabel, de "A
Marca dde uma lágrima"!
CK: A série os Karas
ainda não está prevista para terminar, não é? Você já pensou
em dcontinuações para outros livros como fez com "A droga da
obediência"?
PB: Tenho outras três
séries, para leitores mais novos: Laurinha ("O mistério da fábrica
dde livros"; "As cores de Laurinha" e "o primeiro
amor de Laurinha")
Ritinha (sete livros ao todo)
Série Os medinhos( serão seis
livros)
* * *
|